sábado, 14 de maio de 2011

Sugestão de leitura.

Amigos, é muito bom encontrar textos que retratam perfeitamente o nosso pensamento... este abaixo, por exemplo, traduz quase exatamente o que gostaria de falar com o mundo, principalmente a última parte.

Um grande abraço a todos e boa leitura - como o próprio autor já diz no ínício, o texto é longo, mas vale muito a pena:

Cutucando o paradigma…


Por Eduardo Chaves10/05/2011

Neste meu nono artigo no blog vou dialogar, de forma talvez um pouco provocadora, com três artigos que me vieram parar nas mãos nos últimos dias. Há, a meu ver, um tema comum a perpassar os três. E esse tema me faz lembrar de Ivan Illich e A Sociedade Sem Escolas (1971 – a tradução literal do título do livro de Ivan Illich seria A Desescolarização da Sociedade)… E me sugere algo do tipo: “The school is dead! Long live learning”.
(O artigo é longo. Deixo-o assim porque o assunto merece. Mas se você é daqueles que acha a escola uma instituição “imexível”, tome uma maracujina antes de continuar.)
*
O primeiro dos três artigos é um instigante texto de Rosa María Torres, educadora equatoriana, diretora do Instituto Fronesis. O artigo tem o título de (traduzindo do correspondente em Inglês) “Aprendizagem ao Longo da Vida: indo além de Educação para Todos” e foi apresentado primeiro como conferência principal no Fórum Internacional sobre Aprendizagem ao Longo da Vida que se realizou em Shanghai, na China, entre 19 e 21 de maio de 2010. (O texto do artigo de Rosa María Torres e as demais contribuições ao Fórum podem ser encontrados aqui).
O texto discute sutis diferenças de ênfase entre dois movimentos iniciados pela UNESCO nos últimos anos, Educação para Todos e Aprendizagem ao Longo da Vida.
Educação para Todos foi (na verdade, ainda é) um movimento iniciado pela UNESCO em 1990, na Conferência Mundial da Educação de Jomtien, na Tailândia. Nessa Conferência, participantes de 155 países e 150 organizações aprovaram a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, em que se comprometiam a buscar a meta de, nos dez anos seguintes (até no ano 2000, portanto), oferecer educação básica para todas as crianças, jovens e adultos do planeta – e ter a oferta aceita (vide os sites da UNESCO sobre o movimento e sobre a declaração).
O movimento Educação para Todos alcançou sua culminância no Fórum Mundial da Educação que teve lugar em Dakar, no Senegal, dez anos depois, em 2000. Esse fórum também aprovou um documento, a Estrutura para Ação de Dakar: Como Implementar o Nosso Compromisso Coletivo com a Educação para Todos (vide os sites da UNESCO sobre o fórum e sobre o documento).
(É bom registrar, em parênteses, que, quando esses documentos falam em educação, eles têm em vista a educação básica formal, isto é, a educação básica oferecida em escolas. A Constituição Federal Brasileira de 1988 define educação básica de modo a incluir a educação infantil, a educação fundamental e a educação de nível médio. Ela cobre, portanto, cerca de 14 anos da vida da pessoa: digamos que dos quatro aos 17 anos, se atribuirmos apenas dois anos à educação infantil. Aqui entre nós, 14 anos é duração de pena para crime razoavelmente sério… É mais do que o dobro da pena mínima para homicídio simples, que tem pena de reclusão de seis a 20 anos, por exemplo. Fim do parêntese).
O documento de Dakar, de 2000, constata que houve progresso na década anterior em direção ao objetivo maior de propiciar educação básica para todos, mas que o objetivo ainda estava longe de ser alcançado. Metas bem mais modestas, mas mais realistas, foram então propostas – o prazo também sendo estendido para o ano 2015, porque o prazo anterior estava esgotado.
Entre essas metas estavam:
  1. Expandir e aprimorar o cuidado e a educação de crianças pequenas, “em especial as mais vulneráveis”;
  2. Garantir que todas as crianças, “especialmente as meninas, as crianças em circunstâncias difíceis e as crianças pertencentes a minorias étnicas”, tenham acesso a “educação primária” de boa qualidade, gratuita e compulsória;
  3. Garantir que as necessidades de aprendizagem de jovens e adultos sejam atendidas através de programas apropriados, voltados para o desenvolvimento das habilidades requeridas para a aprendizagem e para a vida;
  4. Alcançar melhoria de 50% nos níveis de alfabetização de adultos, “especialmente para as mulheres”;
  5. Reduzir disparidades entre a educação primária e secundária oferecida a pessoas de um sexo e de outro (neste caso, até 2005) e totalmente eliminar essas disparidades até 2015;
  6. Disponibilizar programas de educação básica e educação continuada para todos os adultos.
Novamente entre parênteses, no Brasil a campanha Todos pela Educação (vide http://www.todospelaeducacao.org.br/) propõe que lutemos para alcançar as seguintes metas (relativamente modestas) até o ano 2022:
  1. Toda criança e jovem de quatro a 17 anos na escola;
  2. Toda criança plenamente alfabetizada até os oito anos (i.e., ao começar o seu quarto ano na Educação Fundamental);
  3. Todo aluno tendo aprendizado adequado à sua série;
  4. Todo jovem concluindo a Educação de Nível Médio até os 19 anos;
  5. O investimento em educação sendo ampliado e bem gerido.
Voltando ao artigo de Rosa María Torres, mais recentemente a UNESCO propôs a discussão do tema Aprendizagem ao Longo da Vida, que, segundo a autora, introduz sutis diferenças nas questões propostas até então.
Em primeiro lugar, fala-se agora em aprendizagem, não em educação. Com isso parece que a importância da distinção entre aprendizagem formal (escolar) e aprendizagem não-formal (não-escolar) é reduzida, pois se trata, em ambos os casos, igualmente de aprendizagem. Assim, a escola deixa de ser o foco exclusivo de atenção, pois se reconhece o papel, na aprendizagem, também da família, da comunidade, dos meios de comunicação e acesso à informação, da vida profissional, e das atividades culturais e de lazer, viabilizadas ou não pela tecnologia – como bem já o colocava Jacques Delors, no prefácio de 1996 ao relatório publicado no Brasil como Educação: Um Tesouro a Descobrir.
(Mais algumas observações entre parênteses. É curioso que, em sua edição original em inglês, o relatório da Comissão de Jacques Delors tem o título de Learning: The Treasure Within. Por que os tradutores brasileiros substituíram “Learning”, que deve ser traduzido como “Aprendizagem”, por “Educação” é algo sobre que só se pode especular – especialmente porque “Aprendizagem” é uma palavra acima de qualquer suspeita. Outra mudança sutil é a tradução de “Within”, “Dentro”, por “A Descobrir”. Um tesouro a descobrir sugere algo que está fora da pessoa e que ela pode encontrar, como numa caça ao tesouro. Um tesouro dentro sugere que o tesouro está dentro da pessoa e precisa ser buscado ali… Por fim, os tradutores traduziram “The Treasure”, “O Tesouro”, por “Um Tesouro”… Durma-se com um barulho desses.)
Em segundo lugar, na argumentação de Rosa María Torres, enfatiza-se agora o fato de que a aprendizagem tem lugar ao longo da vida toda, desde o nascimento da pessoa até a sua morte. Com isso parece que a importância da aprendizagem que acontece na educação básica escolar é relativizada, passando a receber ênfase comparável à que é dada à educação de jovens e adultos, à educação técnica, tecnológica e profissional, ao que se chamava anteriormente de educação de adultos, às diversas formas de aprendizagem decorrentes de programas de educação continuada (mesmo os que têm lugar no contexto do trabalho), ao e-learning corporativo, e, por que não, até mesmo ao ensino superior (graduação e pós-graduação). Tudo isso está incluído em Aprendizagem ao Longo da Vida – e tudo isso está fora da educação básica oferecida pela escola.
Pessoalmente, considero essas mudanças sutis destacadas por Rosa María Torres um grande e bem-vindo avanço – mas esse avanço só torna as metas que a UNESCO se propõe alcançar ainda mais difíceis. (Tudo aquilo que, não sendo natural, como o ar que respiramos, é para todos, não resta dúvida que é difícil – em especial aprendizagem de qualidade para todos ao longo de toda a sua vida).
Isso quer dizer que, no Dia Mundial da Educação celebrado em 28 de abril passado, o grande desafio continuou sendo conseguir envolver a todos na luta pela educação para todos e na busca de uma aprendizagem que possa ser cultivada por cada e um e por todos ao longo de toda a sua vida.
E, naturalmente, conseguir que a qualidade da educação e das experiências de aprendizagem melhore em relação ao nível de qualidade alcançado hoje – que, convenhamos, é baixo.
*
O segundo artigo com o qual quero sucintamente dialogar é um white paper escrito por meu amigo Bruce Dixon, presidente da Anytime Anywhere Learning Foundation, com a cooperação de Susan Einhorn. O título do artigo é: O Direito de Aprender: Identificando Precedentes para Mudanças Sustentáveis. (O texto completo do artigo está disponível aqui).
Bruce Dixon resume a discussão realizada e as sugestões feitas na Reunião de Cúpula Global sobre Grandes Ideias 2010, que foi dedicada ao tema de Um Computador por Criança (não por Aluno). A reunião foi realizada em Portland, Maine, em Junho do ano passado, perto da residência de Seymour Papert, que foi o convidado de honra. Tive o privilégio de participar do evento e de revê-lo. (Maine foi escolhido para sediar a cúpula por ser o primeiro estado americano a colocar um computador nas mãos de cada aluno. O governador que tomou essa ousada decisão foi Angus Watkins, que, agora ex-governador, participou da reunião. Foi um prazer conhecê-lo.)
As principais sugestões feitas pelos participantes às autoridades responsáveis por políticas educacionais, ou a quem de direito, foram:
  1. Reconhecer o direito de aprender da pessoa humana, pois é aprendendo que ela se desenvolve;
  2. Permitir que as pessoas foquem sua aprendizagem em seus talentos e paixões;
  3. Garantir que os ambientes de aprendizagem orientem e apoiem os desejosos de aprender, expandindo suas oportunidades e não lhes criando barreiras artificiais;
  4. Usar a avaliação como parte natural do processo de desenvolvimento da pessoa, não como barreira;
  5. No caso da escola, focar a preparação de professores no seu papel de protetores e promotores desse direito essencial do ser humano.
Aqui, novamente, é preciso estar atento às ênfases, porque elas são sutis.
Primeiro, o direito que se proclama é o direito de aprender – não o direito à educação, vale dizer, o direito de frequentar a escola (que, na nossa legislação, é um direito que também é um dever – mais sobre isso, adiante).
Segundo, indica-se, no espírito das observações de Sir Ken Robinson sobre O Elemento, já discutidas por mim em dois artigos anteriores (aqui e aqui), que a aprendizagem que vale a pena é a que une os talentos e as paixões das pessoas.
Terceiro, sugere-se que a escola (o principal ambiente de aprendizagem reconhecido), longe de proteger e promover esse direito, concebido na forma indicada, tem construído barreiras artificiais ao seu exercício – como os currículos padronizados, “de tamanho único”, o foco nos conteúdos em vez de nas competências, o foco exclusivo no cognitivo em detrimento do não-cognitivo, as avaliações na forma de testes padronizados, os professores especialistas em conteúdo que raramente conhecem bem os fatos necessários acerca do desenvolvimento humano e da aprendizagem e raramente possuem as competências pessoais e interpessoais necessárias para atuar como protetores e promotores do direito de aprender das alunos e facilitadores do seu exercício.
Como se pode ver, o que aqui se propõe não é incompatível com as sutilezas que Rosa María Torres detecta na evolução das iniciativas da UNESCO. Pelo contrário: leva a discussão um passo adiante.
*
Finalmente, o terceiro artigo, uma matéria de Rosely Sayão na Folha de S. Paulo no último 3 de maio, com o título de “Infância roubada”. (Disponível na íntegra para assinantes da Folha ou do portal UOL).
Destaco algumas passagens do texto da conhecida psicóloga:
“A criança deve ter o direito de ser criança enquanto pode. Deveríamos, todos, defender essa causa.”
“Temos nos ocupado tanto com o futuro das crianças que esquecemos que elas têm um presente que precisa ser vivenciado, explorado, vivido até as últimas consequências. Aliás, antes de tudo, vamos lembrar que a maneira como vivemos o presente ajuda a desenhar o traçado do futuro.”
“Será que, porque o destino da criança é crescer, precisamos fazer com que isso aconteça o mais rapidamente possível? Não faz o menor sentido pensar e agir assim. Seria a mesma coisa pensar que, já que vamos mesmo morrer, não faz o menor sentido viver, não é verdade?”
“Já não lembramos mais que a maioria dos adultos chegou onde chegou tendo vivido calmamente a sua infância, sem grandes preparações para o futuro. E isso faz com que a gente tente atropelar a infância de quem hoje é criança.”
Neil Postman já havia apontado alguns desses problemas, e ainda outros, em seu livro O Desaparecimento da Infância, de 1982. As crianças estão se tornando adultos precoces, porque as tratamos como se o fossem. Nós, os pais, damos-lhes demasiadas responsabilidades antes que elas estejam preparadas para assumi-las, discutimos com elas assuntos e problemas que elas não entendem direito e para os quais elas pouco podem contribuir – e o fazemos para lhes dar a impressão de que somos todos democraticamente iguais… Enchemos seu horário de compromissos (escola, curso de Inglês, de judô, de dança, de tênis de mesa, acampamentos, passeios programados…) de tal modo que elas precisam de uma agenda para coordená-los – e, quem sabe, um motorista, para atendê-los todos. Deixamos – ou mesmo incentivamos – que as meninas se vistam, se calcem, se pintem e se comportem como mulheres adultas… Resultado: nossas crianças passam pela vida como Dom Fulgêncio, o homem que não teve infância. O pior é que a infância suprimida às vezes aponta a sua cara quando elas já são adultas, o adulto infantil sendo, talvez, a contrapartida necessária, mas ridícula, da criança adulta.
*
Concluindo…
Preocupa-me a superescolarização da nossa sociedade. Preocupa-me a tendência de colocar a criança na escola o mais cedo possível (dois anos está se tornando padrão nas classes A-C), de aumentar o número de dias letivos no ano, de estender as horas em que as crianças são obrigadas a ficar na escola (até o dia todo, o famigerado, mas tão louvado, “período integral”), de reduzir o tempo do recreio e as “janelas vagas” no horário das turmas, de pressionar o professor a não “desperdiçar” o tempo em sala de aula com conversa miúda com os alunos e tarefas burocráticas, de estender os anos ou as idades de escolaridade obrigatória (eram quatro, passaram a ser oito, depois nove, logo serão doze…).
A menos que a escola proporcione excepcionais experiências de aprendizagem (que a maioria das escolas hoje certamente não proporciona), precisamos reduzir a presença da escola na vida das crianças, precisamos reduzir o tempo em que as crianças ficam institucionalizadas (a sua “sentença”), permitindo que elas brinquem mais, desfrutem mais as alegrias da infância, vivam mais, aprendam mais, em contextos não-formais, como conseguir que seus talentos e suas paixões convirjam…
O que é que diz o poema “Instantes”, atribuído a Jorge Luís Borges? O autor está no fim da vida, com mais de 80 anos, e reflete:
“Si pudiera vivir nuevamente mi vida,
en la próxima trataría de cometer más errores.
No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más.
Sería más tonto de lo que he sido,
de hecho tomaría muy pocas cosas con seriedad.
(…)
Si pudiera volver a vivir,
comenzaría a andar descalzo a principios de la primavera
y seguiría descalzo hasta concluir el otoño;
daría más vueltas en calesita,
contemplaría más amaneceres, y jugaría con más niños…
si tuviera otra vez vida por delante.”
O poema “Epitáfio”, cantado pelos Titans, vai na mesma linha:
“Devia ter amado mais, ter chorado mais,
Ter visto o sol nascer…
Devia ter arriscado mais e até errado mais,
Ter feito o que eu queria fazer…
(…)
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor…”
(O texto completo dos dois poemas estão publicados em meu blog).
Mas a tônica dos dois poemas pode ser resumida na frase de Horácio: carpe diem, quam minimum credula postero – aproveite o dia de hoje, porque no futuro não se pode confiar…
Quando vamos aprender?
A inteligência, como disse um colega meu, professor de filosofia da PUC-SP, requer uma certa dose de ociosidade – vagabundagem, mesmo – para prosperar. A criatividade, como disse um jornalista famoso que trata de educação, requer liberdade e uma certa dose de indisciplina – anarquia e bagunça, mesmo – para prosperar.
O senador Cristovam Buarque, com quem tive o privilégio de compartilhar uma mesa redonda no último dia 3 de maio, no IPEA, em Brasília, em encontro promovido pela UNESCO sobre Educação e Desenvolvimento: Integrando Políticas, sugeriu que devemos parar de pensar em crescimento econômico e pensar em decrescimento econômico, vida mais simples e frugal, redução de consumo, redução de produção… Menos, neste caso, pode ser mais: menor crescimento econômico, maior qualidade de vida, no sentido que realmente importa. Mas, para o Senador, precisa haver mais escola e mais tempo na escola :-( .
Será que, nesse espírito, seria uma heresia muito grande se eu propuser menos escola? Menos escola, e mais qualidade de vida, mais brincadeira, mais ociosidade, e mais aprendizagem, no sentido que realmente importa, que envolve mais inteligência e mais criatividade?
Ou será que o senador e eu somos, cada um a seu modo, sonhadores incorrigíveis?
Nossa Constituição diz que a educação (escolar, no caso – tente educar seus filhos em casa para ver como o Ministério Público vem atrás de você) é um direito de todos (Art. 6º). Diz também que a liberdade é um direito individual nosso. No entanto, obriga as crianças a frequentar a escola dos 7 (agora 6) aos 14 anos, e obriga os pais a colocarem os filhos na escola. O que era para ser um direito passou a ser um dever – para as crianças, uma sentença, a menos que ir para a escola se torne algo que lhes traga prazer, por permitir que, lá, elas encontrem o seu “elemento”.
Onde está Ivan Ilyich quando a gente mais precisa dele? Este ano faz 40 anos que ele escreveu A Sociedade sem Escolas (A Desescolarização da Sociedade). Ele morreu em 2002 – mas o seu livro, publicado no auge da contracultura e do movimento hippie, apesar de ter influenciado importantes pessoas, como John Holt, morreu antes. Na verdade, porém, e surpreendentemente, o livro é mais radical hoje do que quando foi publicado. A sociedade, em vez de se desescolarizar, como ele propunha e queria, está cada vez mais escolarizada. E o estabelecimento educacional acredita que criticar a escola é mais inadmissível do que profanar o nome da Santíssima Trindade. Illich, nas palavras de um resenhador, “vê na escola moderna um falso mito da salvação”. (Vide o texto completo do livro de Ivan Illich e a resenha mencionada, escrita por Justin Wyllie).

domingo, 8 de maio de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Canto, cores e mulheres.

Reportagem do Jornal Opção, de Goiás, traz bate-papo / entrevista com duas cantoras locais, mas que não deixam de ser universais com as músicas que cantam.
Vale bastante a pena ler e buscar, no Youtube, vídeos para se emocionar com suas vozes e performances. Boa leitura e audição.

http://jornalopcao.com.br/posts/reportagens/canto-cores-e-mulheres

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Elogio do Caos

E eu que imaginava que, por ser naturalmente caótica, irregular e desarmônica, não conseguiria o equlíbrio...  

Elogio del Caos: Cuando el orden es trastorno

Lunes 17 enero, 2011
 
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Supongamos que se nos ha dado la opción de elegir una vida para ser vivida en perfecta armonía y orden o, por el contrario, una existencia signada por el caos y el desorden. ¿Cuál vida escogerías? Intuyo que para la mayoría de la gente, la elección es más que simple: optar por la armonía. ¿Quién en su sano juicio elegiría el desorden del caos?
Existe una miríada de expertos que nos muestran que el camino hacia el equilibrio emocional y la tranquilidad acontece gracias a nuestra inmersión en la armonía y el orden. La imagen del “Ser” sentado en meditación tranquila, impasible ante los remolinos del caos circundantes a que el agitado mundo de hoy nos somete es la metáfora de la armonía. Sabemos que los beneficios de estas prácticas son numerosas, incluida la menor exposición al estrés, la ansiedad y el dolor existencial. Si buscamos en la red por “talleres de la felicidad” encontraremos innumerables opciones para elegir. Un ejército de promotores de la psicología positiva ha salido a publicitar sus servicios. Sabemos que la tranquilidad y orden son importantes no sólo para la salud física, sino en el ámbito interpersonal y social.
“Armonía” y “Coherencia” son términos que se han utilizado para describir los estados idealizados de conciencia clara. Ambos términos se refieren a la búsqueda intencional de integración con los flujos y procesos sistémicos circundantes de la vida. Por el contrario, un comportamiento caótico, irregular e incoherente suelen identificarse con niveles de actividad artificiales y discordantes que quedan reflejados en un mayor nivel de estrés y pone de manifiesto el uso poco eficiente de la energía disponible para desarrollar los procesos de la vida. Puesto en el imaginario de la gente está que la sanidad se relaciona con la regularidad, el orden, la periodicidad y que la coherencia son siempre necesarios para el funcionamiento físico y psicológico saludable y que dondequiera que se vea algo saludable debe subyacer un funcionamiento coherente y armónico.
Sin embargo, hoy en día existe cierta evidencia que sugiere que la coherencia, la armonía, el orden, la regularidad, periodicidad en el funcionamiento de lo humano a veces puede ser patológico y, muy por el contrario, son el caos y el desorden componentes necesarios para la salud y la longevidad.
Ary L. Goldberger, profesor de medicina de la Harvard Medical School también director del Margret & H. A. Rey Institute for Nonlinear Dynamics in Medicine (ReyLab), un pionero en el estudio del caos en la función humana, piensa en esta línea. Ya desde la década de 1980, siendo cardiólogo de la Universidad de California en San Diego mostró que los corazones sanos tienden a producir patrones de pulsaciones de índole caótico, es decir: impredecibles. Según él, esto tiene sentido si se tiene en cuenta que la fisiología saludable debe ser ágil y adaptable al medio ambiente, por lo que la enfermedad y el envejecimiento prematuro pueden deberse a que los sistemas físicos quedan atrapados en pautas demasiado rígidas, regulares y predecibles. Después de más de 3 décadas de investigación se anima a firmar que el caos en el funcionamiento corporal es señal de salud y que los comportamientos periódicos, regulares, rítmicos y coherentes pueden anticipar o señalizar la enfermedad.
En una revisión del papel del caos en la salud, la periodista Kathleen McAuliffe afirma que resultados recientes demuestran que en muchos casos, normalmente el funcionamiento del cerebro se suscita en un estado caótico. Según parece el caos es un estado natural y, por lo tanto, puede ser muy beneficioso para la salud y la resolución de problemas neurológicos. El problema es cuando los sistemas funcionan en un estado de orden excesivo. Cuando los ritmos complejos del sistema nervioso se tornan regimentadamente regulares es señal de trastorno.
Según lo asevera Alan Garkinkel de UCLA y contrariamente a la intuición, lo que necesita el cuerpo es que las células nerviosas se encuentren desincronizadas con el fin de que se logre un movimiento agregado suave. La pérdida de “variabilidad saludable” en la actividad neuronal se ha implicado en la gestación de la depresión. Cindy Ehlers, una neurocientífica de la Clínica Scripps en La Jolla, California, considera que una persona normal se somete a fluctuaciones erráticas y relativamente suaves en el estado de ánimo sobre una base casi diaria. Sin embargo, en el caso del paciente deprimido hay una pérdida de los mecanismos de control descentralizado, por lo que con el tiempo su comportamiento empieza a tornarse muy periódico o rítmico.

Un estudio reciente sobre el equilibrio y la marcha o caminar de las personas ha puesto de manifiesto la importancia de la irregularidad. Si bien a primera vista pareciera que las fluctuaciones en el ritmo del caminar de las personas son regulares en condiciones saludables, el análisis detallado revela que las fluctuaciones sutiles pero complejas están presentes en esa dinámica de la marcha saludable. Cuando las personas envejecen, esta variación se pierde en favor de una marcha rítmica invariable.
Por otra parte, la creencia generalizada de que las prácticas de meditación siempre conducen a una mayor coherencia y estabilidad en el ritmo cardíaco y la respiración es una exageración. CK Peng, codirector del Instituto Rey, y sus colegas han demostrado que la coherencia en estos sistemas pueden aumentar o disminuir durante la meditación, en función de la técnica empleada.
El cuadro que surge de todas estas evidencias implica lo que Goldberger llama una “paradoja de la clínica“: a saber, que una amplia gama de enfermedades se asocian con comportamientos notablemente periódicos o regulares a pesar de que los estados de enfermedad se denominan comúnmente como desórdenes. Dicho de otro modo, en algunas condiciones, es el orden el que es el desorden. Todo lo que es saludable no es coherente, y todo lo que es coherente no es saludable.
Los procesos de envejecimiento de muchas personas da lugar al ejercicio cerrado, repetido, ordenado y regular de prácticas de vida. Tal orden excesivo da lugar al aburrimiento. El anciano se asienta en un soporífero patrón invariable de existencia. Todos los días las mismas experiencias, la misma alimentación, la misma vestimenta, los mismos amigos, etc. dan lugar a una tremenda y regular coherencia. Los ancianos tienden a sufrir de neofobia, el miedo a cosas nuevas, que domina la mayor parte de sus existencias. Esto se suele profundizar más aún por la excesiva reglamentación que a menudo se da en los centros de cuidado y los institutos geriátricos. Quienes envejecen puede llegar a ser cada vez más apáticos. La solución a está diletante existencia puede consistir en interrumpir la coherencia mediante la inserción gradual y suave de la novedad y la variedad en la rutina diaria. Por ejemplo, la presencia de un animal doméstico, impredecible por definición, puede ser muy saludable. La facilitación de la libre elección y la responsabilidad pueden ser también de gran ayuda.
Si bien el orden, la armonía y la coherencia pueden ser muy atractivos conceptual y estéticamente, a veces son poco saludables. Esta situación no tiene por qué ser desconcertante, vemos la evidencia del valor del caos por todas partes. Vivimos en un mundo dinamizado por una complejidad creciente que hace de la impredecible espontaneidad el verdadero estado de “orden” . Sabemos que sin problemas ni contaminaciones nuestro sistema inmunológico no se desarrollaría. Como Thoreau afirmaba que: “Es saludable enfermarse a veces.” Si no fuera por la falta de armonía que se produce durante la adolescencia, no llegaríamos a ser adultos y seríamos seres psicológicamente inmaduros que no podríamos funcionar en sociedad.
Es más que errado poner el énfasis en la coherencia y la armonía como imperativo de lo saludable. Debemos reconocer la evidencia de que la función saludable del organismo y de nuestras vidas, requiere de la coexistencia de los dos factores en oposición que son la coherencia y el caos. La coherencia y el caos están en connivencia, se imbrican el uno al otro. Por sí, cada uno no es ni bueno ni malo. Se complementan en una totalidad, ambos son importantes según las circunstancias a que nos somete el irregular pulso de la vida. Ambos deberían ser bienvenidos y aceptados. Sabemos que la naturaleza transita un camino que está entre el orden y el caos, lo natural se desplaza en el borde del caos, se desarrolla en esa paradógica ambigüedad.
Debemos revalorizar la presencia del caos y el desorden, factores emergentes de la novedad, dadores de creatividad y vida. El caos y el desorden son tan esenciales como la armonía y la coherencia de una vida plena. Debemos aprender que el caos es esencial para la supervivencia de la vida. Nuestro reto ahora es restaurar la bondad en el caos y el desorden y reconciliarlo en todas las actividades que desarrollamos. Aprender a aceptar el caos es darle la bienvenida al error, dador de creatividad. Mientras que en nuestras formas de gestionar la sociedad ensalsamos el rol del orden y nos vanagloriamos de la regularidad y la normalización disciplinaria de la sociedad, poco a poco, vamos descubriendo que el caos y lo impredecible son los estados preferidos de la naturaleza y, por lo tanto, a lo menos deberían ser estados de existencia aceptados y hasta refrendados por todos nosotros.

Fuente: Chaos and Disorder: Why We Need Them

Onde eles arranjam tempo para alimentar a internet.

Sempre me fiz esta pergunta, e me sentia angustiada por me achar incompetente (ou incapaz) de seguir este rítmo.
Talvez o autor do texto acessível no link http://www.luli.com.br/b2/2010/03/11/onde-eles-arranjam-tempo-para-alimentar-a-internet-revista-webdesign/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+radfahrer+%28Radfahrer%29&utm_content=Yahoo%21+Mail tenha razão. É preciso refletir. Ou talvez, não. Em vez de se adequar à nova ordem, melhor seria encontrar seu rítmo, seu "time", o que é, ou não, prioridade.

Boa leitura!! Um abraço,

Emília Vitória da Silva

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A invenção do século

Mesmo em tempo de iPad... ele não morreu!!

Prêmio Pemberton

O Prêmio Pemberton faz parte da Viva Positivamente, Plataforma de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, e está alinhado ao pilar Vida Saudável. É mais uma das iniciativas da Companhia para estimular a sociedade a buscar um estilo de vida mais saudável, com base no equilíbrio alimentar e na prática de exercícios físicos.
A 2ª edição do Prêmio Pemberton irá distinguir trabalhos científicos nas diferentes áreas da Saúde - Medicina, Educação Física, Nutrição, Odontologia e disciplinas afins. 
Mais informações no link abaixo.
http://www.premiopemberton.com.br/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Romantismo...

Romântico, quem não é?
Quando tiver um tempo, visite o blog da Zenaide da Luz. http://zenaideluz.blogspot.com/

Venha praticar Yoga.

http://www.sumayapradoyoga.com/

Facebook: Além do número de Dunbar

Para quem venera as redes sociais e não vive sem seu Facebook, e para aqueles que não estão nem ai para estas coisas, sugiro a leitura do texto postado no Blog do Prof. Nilton Bahils dos Santos, em http://niltonbahlisdossantos.tumblr.com/

Abaixo, transcrevo o texto.

Um abraço a todos.

Emília Vitória da Silva

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Minha trilha sonora nestes dias...

Cada um uso o que o subterfúgio que quiser para vencer um momento ruim em sua vida. O meu é a música. Como não sou compositora, muito menos poeta, peço a ajuda desta galera ai abaixo para me ajudar a viver.
Agradeço a cada um deles - se pudesse fazê-lo pessoalmente, o faria. Mas como o acaso não me brindou, ainda, com um encontro, transmito uma energia bacana para cada um deles quando escuto estas músicas.
A vocês amigos, não só compartilho as músicas para traduzir meu momento, mas para que elas possam ser úteis para vocês também.
Otimismo, fé e coragem para caminhar em direção à luz!! Com elegância, discernimento e dignidade.
Um beijo a todos e curtam de montão estas músicas:

Azul da cor do mar (Tim Maia), com Tim Maia; gosto muito na voz dele, mas se a Marisa Monte poderia regravasse, ficaria maravilhoso... ela sempre cantou músicas dele, quem sabe nos próximos discos?
Mais uma vez (Renato Russo e Flávio Venturini), dueto de Renato Russo com Flavio Venturini;
O que é o que é? (Gonzaguinha), com Gonzaguinha;
Tente outra vez (Raul Seixas, Paulo Coelho, Marcelo Motta), com Raul Seixa; confesso que acho o Raul meio chato, mas esta música dá um ânimo bacana para quem está sem esperança com as coisas da vida;
Sorrir (Charles Chaplin/G.Parson/J. Turner - versão: Braguinha), com Djavan;
Nuvem negra (Djavan), mais Djavan, mas na voz da Gal Costa;
Preciso me encontrar (Candeia), com Marisa Monte;
Amanhã (Guilherme Arantes), com Caetano Veloso;
Teu sonho não acabou (Taiguara), com Taiguara;
Balada do louco (Arnaldo Batista), fica linda com o Ney Matogrosso, mas escolho a versão com os loucos Mutantes;
I still haven’t found what I’m looking for (Hewson, Paul;Evans, Dave;Clayton, Adam;Mullen, Larry Jr), com U2;  
Olha (Isadora Medella), com as Chicas;
: A lista ainda está inacabada. À medida que eu for me lembrando de alguma, vou acrescentar.
Emília Vitória da Silva

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FTN 2010

A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) está na sétima edição (Portaria GM 1.044, de 5 de maio de 2010; DOU no 85, de 6 de maio de 2010). A Rename 2010 é o resultado do trabalho da Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Comare), constituída por representantes de entidades da área da saúde coordenada pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).
Os critérios adotados para a seleção dos medicamentos da relação fundamentaram-se no conceito internacional de medicamentos essenciais e no paradigma de condutas baseadas em evidências. Quer dizer, foram considerados aqueles com comprovada eficácia, definida segurança, conveniência posológica, disponibilidade no mercado e menor custo, que atendem a quadros epidemiológicos prevalentes no país e prioridades de saúde pública, respeitando as indicações dos Programas do Ministério. Membros da Comare e integrantes de Centros de Informação de Medicamentos (CIM) foram convidados a compor uma subcomissão da Comare, responsável pela elaboração do Formulário Terapêutico Nacional (FTN).
O FTN contém informações científicas, isentas de conflitos de interesse e com base em evidências, sobre os fármacos constantes da Rename 2010, visando subsidiar profissionais de saúde para a prescrição, dispensação e uso dos medicamentos indispensáveis à nosologia prevalente. A estrutura do FTN favorece a consulta de forma rápida e objetiva, adequada ao cotidiano dos serviços de saúde. O primeiro Formulário Terapêutico Nacional, de 2008, se referia à Rename 2006, descompasso agora corrigido, pois o FTN 2010 tem por base a Rename vigente.
Este formulário está dividido em quatro partes: capítulos gerais, seções com os capítulos introdutórios, monografias dos medicamentos essenciais e apêndices. As monografias dos medicamentos essenciais, e suas respectivas apresentações, referem-se aos fármacos constantes da Rename 2010. 
O Formulário Terapêutico Nacional 2010 já está disponível em /portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf.  
Esta edição é fruto do esforço coletivo de profissionais que se dedicam à saúde pública. Além disso, é mais um produto da decisão técnico-política do Ministério da Saúde dirigida à promoção do uso racional de medicamentos.
O grande desafio, neste momento, é garantir ampla difusão da Rename 2010 e deste Formulário para toda a gestão pública de saúde (federal, estaduais e especialmente municipais), pois pretende-se que estes documentos orientem a prática de saúde.
Ademais, almeja-se que a Rename 2010 e o FTN 2010 propiciem interação com as iniciativas de edição de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, cadernos e guias da atenção básica pelos gestores do SUS, e também com aqueles desenvolvidos por entidades profissionais e de sociedades cientificas.

José Miguel do Nascimento JúniorDiretor DAF
Comare 
Subcomissão do Formulário Terapêutico NacionalFaça um download desta nova edição do FTN

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lula: a ficha limpa em suas mãos!!

Caros amigos,

Temos pela frente o que poderá ser a última batalha da Ficha Limpa! Mais de 175.000 pessoas agiram assinando a petição e telefonando para o Supremo Tribunal Federal pedindo para eles declararem a constitucionalidade da Ficha Limpa, mas a votação teve um empate dramático de 5 a 5.
Agora, a decisão final está nas mãos do Presidente Lula que irá apontar o 11º Ministro do STF que irá desempatar a votação. Se o novo Ministro não for um forte aliado anti corrupção, há um enorme risco da Ficha Limpa ser bloqueada, abrindo caminho para os políticos corruptos recém-eleitos, como Jader Barbalho e Paulo Maluf, assumirem seus cargos.
Nós não podemos deixar isto acontecer – vamos enviar mensagens urgentes para o Presidente Lula pedindo para ele respeitar a vontade de milhões de brasileiros que apoiaram a Ficha Limpa, apontando um Ministro para o STF que tenha integridade e um recorde forte contra a corrupção. Participe agora e depois encaminhe esta mensagem para todos:

Lula: ficha limpa em suas mãos.

Com o fim das eleições, o Presidente Lula poderá apontar o 11º Ministro do STF a qualquer momento, sem aviso prévio, consulta ou transparência com o povo brasileiro. E quando ele escolher, não há mais volta.
líticos “ficha suja” eleitos mês passado e interesses partidários poderosos estão fazendo de tudo para pressionar o Lula a apontar um Ministro que vote contra a constitucionalidade da lei. Se isto acontecer, Paulo Maluf e Jader Barbalho – que já teve o apelo negado – e outros candidatos corruptos poderão assumir seus cargos, dando uma pancada séria nas nossas esperanças de um futuro sem corrupção para o Brasil a partir de agora.
Mais uma vez depende de nós garantir que os nossos governantes fiquem do lado do povo e não de indivíduos e elites corruptas. Vamos inundar o Presidente Lula com milhares de mensagens pedindo para ele fazer a escolha certa, apontando um 11º ministro que seja fortemente contra a corrupção. Envie uma mensagem agora!

Um abraço a todos,

Emília Vitória da Silva

Um vídeo para refletir...

http://www.youtube.com/watch?v=tnJjIGY1gBc&feature=related

Um vídeo para curtir...

http://www.youtube.com/watch?v=A7F2X3rSSCU

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Prá eu parar de me doer

Estes dias, ouvindo Milton Nascimento, essencial, redescobri, uma música-poema, linda, intensa, verdadeira... acho que as pessoas deveriam procurar mais o que a letra fala. Trata-se da música "Prá eu parar de me doer", uma parceria do próprio Milton com Fernando Brant - acho que a letra é até deste último.  
Ouvindo-a trocentas vezes, percebi que é uma das diversas músicas que expressa muito bem o que eu sou - ou que gostaria de ser. Por isso, compartilho com vocês. Espero que gostem e escutem quantas vezes acharem necessário.

Um grande abraço.

Emília

"Mais que a dor do amor,
Viver a dor
Me doeu.

Eu quero mesmo é ser feliz;
Amar, amor.

Quem não semear não vai colher.
Ai de quem é um e nunca será dois
Por não saber.

Quem irá me valer?
São pessoas, é a caminhada.
Quem irá me valer?
São meus sonhos no pó da estrada.
Quem irá me valer?
É o sorriso que guardo comigo.
Quem irá me valer?
É segredo de fazer amigo."


http://www.youtube.com/watch?v=NnMndP2NfLM

Passeio socrático

Amigos,

Recebi o texto abaixo de uma amiga. Não sei da sua fonte primária, mas penso ser bem provável que foi mesmo o frei Beto quem o escreveu. Vale a leitura seguida de reflexão.

Um grande abraço a todos.

Emília

Passeio Socrático
Ao  viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’.
Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à  aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã …’. ‘Que tanta coisa?’, perguntei.. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de  meditação!’.
Estamos construindo  super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como  estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual.. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…
A  palavra hoje é ‘entretenimento’. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.  Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’.
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor..  Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.
Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas  calçadas…
Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.  Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…  Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald…
Costumo  advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático’. Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:´Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!’

Autor: Frei Betto

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lista de preferências, Bertold Brecht.

Lista de preferências
Bertold Brecht

Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.

Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexeqüíveis.

Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.

Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.

Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.

Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.

Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.

Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.

Cores, o rubro.
Meses, outubro.

Elementos, os fogos.
Divindades, o logos.

Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas